Igrejas Evangélicas Reformadas no Brasil

Liturgical year

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JESUS PDF Imprimir E-mail
Escrito por admin   
Sex, 25 de Setembro de 2009 14:08

Jesus era tão estranho que todo mundo perguntava: Quem é este? Numa ocasião são os escribas e fariseus reunidos em Cafarnaum: "Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão só Deus? "(Lc 5.21). Noutra ocasião são os que estavam com ele à mesa na casa de Simão, o fariseu: "Quem é este que até pode perdoar pecados?" (Lc 7.49). Ou então são os próprios discípulos em pleno mar da Galiléia: "Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?" (Lc 8.25). Ou ainda é o supersticioso Herodes: "Quem é este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas? " (Lc 9.9). Também a alvoroçada cidade de Jerusalém no domingo de ramos: "Quem é este? " (Mt 21.10).
Ninguém sabe exatamente quem é ele, quais as suas reais dimensões, porque falava e agia de maneira tão incomum. Curioso é que o próprio Jesus também perguntava o que os outros pensavam ou diziam dele mesmo. Uma vez surpreendeu os discípulos com esta pergunta: "Quem diz o povo ser o Filho do homem?" E quando eles tentam reproduzir a opinião corrente, o Senhor volta-se para os discípulos e pergunta-lhes: "Mas vós, quem dizeis que eu sou? " (Mt 16.13-15). Depois, ele teve a coragem de interpelar até os próprios fariseus: "Que pensais vós do Cristo?" (Mt 22.42).
Há muitas respostas para a pergunta do povo "Quem é este?" e para a pergunta de Jesus "Quem eu sou?"
A versão mais insistente diz que ele é João Batista. Um verdadeiro absurdo! Pois João era contemporâneo de Jesus e foi quem o batizou. O tetrarca Herodes pensa desta maneira e não hesita em declarar que Jesus é João Batista decapitado e ressuscitado dos mortos e, por isso, "nele operam forças miraculosas" (Mt 14.2). Outros fazem ligações com o arrebatamento de Elias, ocorrido nove séculos antes (2 Re 2.9-18) e afirmam, sem sombra de dúvida, que Jesus é Elias que apareceu (Lc 9.8). Mas há quem prefira dizer que Jesus é Jeremias ou um dos antigos profetas que ressuscitou (Mt 16.14). As respostas são confusas e fantásticas.
Havia também respostas desrespeitosas e ofensivas. "Ele tem demônio", explicam os judeus (Jo 8.52). "Nós sabemos que esse homem é pecador", afirmam os fariseus (Jo 9.24). "Ele engana o povo" e é embusteiro, garantem os sacerdotes (Jo 7.12, Mt 27.63). Só porque Jesus anda sobre a superfície líquida do mar, lá pelas três horas da madrugada, em direção ao barco, os próprios discípulos o desconhecem e gritam: "É um fantasma!" (Mt 14.26). E Maria Madalena, na manhã da ressurreição, comete a gafe de confundir Jesus com o jardineiro de José de Arimatéia (Jo 20.14-16).
Foi Pedro, num de seus repentes, quem deu, em síntese, a resposta correta: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus, então, replica: "Bem-aventurado é você, Simão, filho de Jonas! Pois isto não lhe foi revelado por carne nem sangue, mas por meu Pai que está nos céus". (Mt 16.16.) Poucos dias depois. Pedro veria a confirmação de suas palavras na cena da transfiguração, ao ouvir a voz que dizia a respeito de Jesus: "Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam a ele!" (Mt 17.5).
Na verdade, o modo de agir de Jesus Cristo encontra a única explicação naquilo que ele realmente é. Jesus se comporta naturalmente quando transforma muitos litros de água em vinho, quando alimenta cinco mil homens (sem contar mulheres e crianças) com cinco pães e dois peixes, quando dá respostas audíveis para quem faz perguntas na mente, quando acalma uma tempestade de vento em pleno mar, quando ressuscita mortos ou quando perdoa pecados. Pois ele é o Verbo que se fez carne (Jo l. 14),o resplendor da glória e a expressão exata de Deus (Hb 1.3), o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), o único Mediador entre Deus e os homens (l Tm 2.5) e a propiciação pelos pecados do mundo inteiro (l Jo 2.2).